segunda-feira, 4 de outubro de 2010

JPE002

Quero o meu Bem.
O único bem que possuo.
O Bem como a mais importante
e preciosa jóia.
O Bem que me torna pequeno,
diante da grandeza do mundo.
Quero esse único bem.
Como eu o quero!
Cada átomo de meu corpo
deseja este bem.
Esse bem que me queima,
me queima com o fogo
do seu amor.
Esse Bem que me ama tanto.
Se eu pudesse receber todo
Amor, eu explodiria em
milhões de mézons.
Seu Amor me consome, como
as folhas secas do deserto, a
inflamar-se no fogo.
Este Bem que me torna grande
por que sou pequeno e diminuo
cada  vez mais.
Esse Bem que me transforma e
me purifica, tornando-me
do jeito que ele quer.
Esse Bem existe e é bem
real.
Este Bem é Deus.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A escuridão me Basta




Nesta Oração mística Thomaz Merton (Ir Louis) expressa a intimidade de união da alma com Deus. Essa intimidade é revelada pela fé pura.
A alma caminha em direção a Deus com suas incertezas, sua humanidade, sua limitação, imcompreenções. Deus é que nos toma pela mão e nos conduz.
A experiência de ser conduzido por Deus revela que a alma trilha um caminho de sua estrada interior. A descoberta de Deus é também a descoberta
de si próprio.
Diante do auto-conhecimento, do reconhecimento de sua natureza pecadora e limitada, o homem se entrega a Deus que o leva a experiência mística de união intima. Dessa forma a alma se transforma, não por seus méritos, mas pela presença mística de  Deus em sua alma. NO Evangelho vemos o príncipio dessa verdade, quando é dito que o Reino de Deus (Céu) habita em nós.

Igualmente também é dito pelo Senhor a Pedro que quando fores velho, serás cingido e tomado pela mão e conduzido a onde não queres ir. Isso indica que a alma toda absorta em Deus é levada pelo mesmo para onde este quer. Ao investirmos pela viagem interior nos depararmos com os nossos defeitos e também virtudes. Uma vez que buscamos a Deus, esses defeitos vão sendo polidos no dia a dia, na convivência mútua, na experiência com Deus. As virtudes, podem ser alvo de tropeço se essa é permeada pela nossa soberba, a mãe de todos os pecados. Dai aquilo que poderia ser motivo de crescimento espiritual, acaba sendo uma arma para subjulgar, dominar os outros. Todo poder deve ser encarado como serviço aos demais e não para se servir do povo. És o grande problema dos chefes das nações. O cristo, O Deus verdeiro, criador do Universo se fez servo de todos. Curou, amenizou o sofrimento de muitos. Assim as virtudes, quando não perpassadas pelo amor de Deus, quando eivadas de soberba, serva para a ruina de si e dos outros.

Nesta Oração mística de Thomaz Merton, ele conlui sabiamente dizendo: "A escuridão me basta". O Meu eu cheio de defeitos e virtudes, nos quais Deus vem em nosso auxílio e nos eleva. É ele que com sua graça e misericórdia nos cumúla do pedacinho do céu. O céu que concerne na união íntima da alma com Deus. "O céu é Deus, e em minha alma ele esta"

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Rita


Teus olhos diamantes castanhos,
revela a mística simplicidade do
paraíso.

Teus cabelos, águas cristalinas
das cachoeiras.

Teu semblante, acalanto inebriador
do espírito, matando-o suavemente
de doçura do mel dos favos.

Estrutura alguma pudera suportar
tal simplicidade de beleza.

Teu corpo, obra dos dedos do
criador, que o modelou,
para confundir os estetas.

Teu jeito, essência essencial de
Javé.
Dom para a humanidade, que
fulmina de amor os corações
dos homens racionalistas mórbidos

Tuas carícias maternais de fada.
Tua voz, canto de ninar angelical.

De teus elementos
nada é indispensável,
até teus erros que te
constituem Rita.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

JPE LXXXII

De loucuras nuas e cruas, 
vivemos como o vento.
Passatempo algum, 
conseguimos flutuar.
As trocas novas, 
procuram mais vida.
A vida enigma profundo.
Peculiar beleza, 
não encontrava em outra
coisa, a não ser em 
suas ametistas.
Podera debruçar-me 
em tamanha beleza,
saborear tamanho 
sonhos coloridos.
Deslizar na suave imaginação.
Destilar olhares de compenetração.
Uma parte de mim despreza,
outra parte insiste, 
enquanto não
te decides.
Vã são as sensações, 
que aumenta
a insegurança e torna-me
prisioneiro de mim.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Das Coisas

Das horas, quantas horas?
Se vagas a noite toda,
a procura do enigma.
A guiar meus passos,
a procura dos teus,
olhos na escuridão.
Talvez o brilho da
lágrima na noite.
O sussurro e o gemido
a soar neste mar de
silêncio.
Quantos jazem nas
trevas da tristeza,
que não conseguem
transformá-las em luz.
Por ondes caminhas?
Qual caminho deve
seguir-te?
Não sei, não entendo
e fico parado e
extasiado, num
silêncio contemplado.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sign your name



 
Sign the signal
in my name
heart.
Deeply
separates my world
in two universes.
Far, far away
my soul,
seeking the shade of
your steps.

You appeared in
my atmosphere
like lightning
crossing
the storm.

Come calm my sea
my silver waves,
this moonlit night

Come vent your presence
get involved in your
mantle and consume me
in my thoughts

sábado, 21 de agosto de 2010

Alma Peregrina


Es a senda que se anuvia.
Que escurece minha alma.
Que anuncia tua chegada.
Desfaçada num ambiente
emudecido e mordaz.
Saltas suave e macio
como um animal selvagem
a espreitar sua presa.
Sigo sem destino
vagando pelas ruas na
escuridão.
De guia so minha sede.
Agora quase posso ouvir
o murmurio da fonte.
Suave e delicado.
Porém desaparece como
a leve bruma, sem rumo
nem norte.
E sigo a te procurar
sem saber se posso
encontrar.
De certo, só a duvida.
A sede aumenta e ela
me guia, por caminhos
inacabados.
Por caminhos desgastados.
Sigo a passos curtos.
A mitigar sua presença.
Sinto envolto, como em
braços.
Num magnetismo estanque.
O coração se abrasa
coaduna com a sede
de te amar.
Se diluindo num oceano
de incertezas.
Agora toda essência se
inflama. Se consume
e é inputado neste
fogo que devora
produzindo energia
ao universo.
Sigo na sombra
da noite.
Na escuridão que
me devora.
Na solidão que consome
minhas forças.
E a sede insaciável
do teu amor.