domingo, 1 de maio de 2011

Luz infusa

habituada com o reflexo
da tímida luz que
quebra a escuridão
do ambiente.
Revelando cantos e
recantos antes
esquecidos.
A consistência
desse brilho fulgente
traz algo de mágico
que ilumina a alma,
cura o corpo e dilata
a mente.
Não te anseis em
exaurir-se a
diminuta luz.
Ela continuará
a tilintar nos
espaços encobertos
velado da sombra
da noite da alma,
fagulha que não se
deixa devorar
pela escuridão.

Vestígios

Ao cair da tarde,
alvorece tua presença
em meu pátio interior.
Sigo a passos lentos
acompanhar teu
vulto de lueta.
Numa esplendida
e polvorosa
escuridão, que
se abate em
minha alma.
É uma doce
e saudosa
presença,
que se instala
suavemente
e que virtualmente
me acompanha.
Em pensamentos,
emoções e imagens.
Como fantasma
a me perseguir.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Mulher bela é perdição

Mulé bonita, formosa
de encantos revelados.
Da belezura que tem,
deixa os homi provocado.

Põe a perder o capeta,
na sua presunção.
Deixa a vizinha,
cuimenta, querendo
tirar satisfação.

E Sum Pedro,
chaveiro do céu.
ficou inté sem
distinção.
De vê a fulô
que a moça
jogou pra sua
mão.

Que estava
amparda
de um jeito
arrumada
bem no meio
de seus
mamão.

Viagem Cintilante


Se meu amor vir junto.
No pássaro alado vamos voar.
Correr mundos e fundos.
Ninguém vai nos segurar.
Que felicidade verdadeira,
não se encontra em nenhum lugar.
Somente no coração daqueles
que querem se amar.

O Dragão

Na peleja do sonho
me aparece o dragão.
Com minha pexera
em punho, vou enfrentar
o bichão.
Com meus cachoros
juntos.
Vou derrotar o vilão.

Rimas da Tarde

1. I dont know,
    I dont say.
    I ask you,
    these day.

2. I dont know, 
    I dont say.
    I never know,
    I never say.

3. Rimas vem,
    rimas vão.
    Via SMS de montão.

4. Cheguei em casa,
    num sol de rachar.
   Vou tomar banho e descançar.

5. Álcool não sei se presta.
    Contonete seco, talvez,
    sirva melhor pra essa.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Moça da janela


Moça formosa
fulô de laranjeira
sai na janela
toda faceira
e os caboco tudim
embaixo,
querendo
sua atenção,
pra ver quem vai
conquistá
o seu coração.

Se aperreia todos
embaixo de sua
janela.
num alvoroço
medonho pra
fazê seresta.
E a moça
num tá nem ai,
num tá nessa.