segunda-feira, 12 de março de 2012

Isquemia


Cato os cacos da vida
perdida nas elucubrações.
Diva fórmica,
cutelo da alma.
Passos deslizantes.
Feitor do tempo.
Trago pungente.
Fixa pipa,
Idéia fixa,
Trinca perdida.
Esta escuridão finda...
Atalhos do pensamento.

sexta-feira, 9 de março de 2012

O Sofá

Aqui no teu lugar.
O safá, vazio esta
de tua presença...
Quieto e frio, canto nú.
Lugar de conversar,
De amar, sim de amar.
A penumbra da tarde
decai, e recai a última
cetelha de luz,
que rebrilha difusamente
numa proximidade,
rente a textura felpuda
que lembra um monte...
E a fragância do amor,
ainda se faz presente,
como um presente
do passado.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Lembrança Molhada

Caminhando pelas ruas úmidas
O tempo úmido
As nuvens choram
Entre os espaços contíguos..
Surge...
Surge, a tua presença
Que reluz entre
cada pensamento
que se pronuncia

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

No momento

A pouco fui acometido de um profundo sentimento que consiste num misto de saudade, tristeza e angústia. Procurei o vulto de sua presença, como quem busca o aroma de um perfume que se espalha pelo ar. Naveguei nas imagens e esperanças que do passado emergiram, povoando minha mente de lembranças consistentes, de uma premência quase real. Senti minha alma se diluir e misturar, ao mesmo tempo que quisera evaporar tal qual um gás liquefeito. Há um dilema entre sumir e envolver. Um sentimento que se desdobra em dois lados de uma moeda. Como diz o poeta: " a mão que acarecia é a mesma que apunhala..." A força que faz amar é a que derruba as encostas.
Desse misto de coquetel e banquete de emoções, surge a vida e tudo que dela se extrai de essência essencial que se irradia ao universo, numa energia que o alegra...

domingo, 1 de maio de 2011

e-e-

Orbitas em meu espaço.
Há uma força que nos enlaça
e reluta da proximidade,
e se dilui inversamente
ao quadrado da distância.

Véns coloquialmente
conspirar da minha
fétida diáfano.

Em minha obscuridade
emerges da abóbada
superior, tremeluzir
numa tentativa de
infundir fótons
que se reflete em
tua superfície.

Os raios que te insurge
inviolavelmente
declinam timidamente
sobre minha concupiscência
Elaborando uma seiva
malgrada do Astro Rei
que te afliges.

Luz infusa

habituada com o reflexo
da tímida luz que
quebra a escuridão
do ambiente.
Revelando cantos e
recantos antes
esquecidos.
A consistência
desse brilho fulgente
traz algo de mágico
que ilumina a alma,
cura o corpo e dilata
a mente.
Não te anseis em
exaurir-se a
diminuta luz.
Ela continuará
a tilintar nos
espaços encobertos
velado da sombra
da noite da alma,
fagulha que não se
deixa devorar
pela escuridão.

Vestígios

Ao cair da tarde,
alvorece tua presença
em meu pátio interior.
Sigo a passos lentos
acompanhar teu
vulto de lueta.
Numa esplendida
e polvorosa
escuridão, que
se abate em
minha alma.
É uma doce
e saudosa
presença,
que se instala
suavemente
e que virtualmente
me acompanha.
Em pensamentos,
emoções e imagens.
Como fantasma
a me perseguir.