terça-feira, 27 de março de 2012

Métrica

Pisa na cama
pisa a cama
Pisa na cama
pisa a cama
Pisa na cama
pisa a cama

       Wap, Zap, no correio
       Wap, Zap, no correio
       Wap, Zap, no correio
       Wap, Zap, no correio
       Wap, Zap, no correio
       Wap, Zap, no correio

Pisa na cama
pisa a cama
Pisa na cama
pisa a cama
Pisa na cama
pisa a cama

        Wap, Zap, no correio
       Wap, Zap, no correio
       Wap, Zap, no correio
       Wap, Zap, no correio
       Wap, Zap, no correio
       Wap, Zap, no correio

terça-feira, 20 de março de 2012

O Parque

No Parque...
A vida...
O parque da vida.
Calderão de emoções
mistura de duas porções
posições, ações...
Pura sensações.
De olhares em festa
Vozes trocadas,
semeadas ao vento
suave, brisa de verão.
Corpos que se aproximam
num afago...
Cuidado com a essência
do outro.
Num comtemplar o
universo proximo
ao nosso redor
E a fogueria de emoções
e sentimentos nos incendeiam
e irradiam nas imediações
flutuantes, fazendo tudo
ter sentido...
E todo parque Orquestra
para nós..

terça-feira, 13 de março de 2012

Caminhar

Símbolos perdidos
insignia da devoção
castelo em ruinas

Ouro de tolo
soprado ao vento
pulverizado

Marcha da solidão
em tons de cinza
vulcanizam as paisagens
na alma

E a escuridão
se faz presente

É preciso caminhar
mesmo que devagar
Em busca da luz
que insiste em silenciar

segunda-feira, 12 de março de 2012

Isquemia


Cato os cacos da vida
perdida nas elucubrações.
Diva fórmica,
cutelo da alma.
Passos deslizantes.
Feitor do tempo.
Trago pungente.
Fixa pipa,
Idéia fixa,
Trinca perdida.
Esta escuridão finda...
Atalhos do pensamento.

sexta-feira, 9 de março de 2012

O Sofá

Aqui no teu lugar.
O safá, vazio esta
de tua presença...
Quieto e frio, canto nú.
Lugar de conversar,
De amar, sim de amar.
A penumbra da tarde
decai, e recai a última
cetelha de luz,
que rebrilha difusamente
numa proximidade,
rente a textura felpuda
que lembra um monte...
E a fragância do amor,
ainda se faz presente,
como um presente
do passado.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Lembrança Molhada

Caminhando pelas ruas úmidas
O tempo úmido
As nuvens choram
Entre os espaços contíguos..
Surge...
Surge, a tua presença
Que reluz entre
cada pensamento
que se pronuncia

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

No momento

A pouco fui acometido de um profundo sentimento que consiste num misto de saudade, tristeza e angústia. Procurei o vulto de sua presença, como quem busca o aroma de um perfume que se espalha pelo ar. Naveguei nas imagens e esperanças que do passado emergiram, povoando minha mente de lembranças consistentes, de uma premência quase real. Senti minha alma se diluir e misturar, ao mesmo tempo que quisera evaporar tal qual um gás liquefeito. Há um dilema entre sumir e envolver. Um sentimento que se desdobra em dois lados de uma moeda. Como diz o poeta: " a mão que acarecia é a mesma que apunhala..." A força que faz amar é a que derruba as encostas.
Desse misto de coquetel e banquete de emoções, surge a vida e tudo que dela se extrai de essência essencial que se irradia ao universo, numa energia que o alegra...