domingo, 19 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Eu e Deus
Por muitas vezes e de diversas formas procuramos estabelecer contato com Deus. E ao descobri-Lo, tornamo-O centro de nossas vidas.
Deus como Pai amoroso, acompanha-nos e não nos abandona. Nessa caminhada de relacionamento com Ele, é comum, num primeiro momento, que O vejamos como um socorro, como alguém quem se pede graças para que a vida seja sempre próspera.
Deus como Pai amoroso, acompanha-nos e não nos abandona. Nessa caminhada de relacionamento com Ele, é comum, num primeiro momento, que O vejamos como um socorro, como alguém quem se pede graças para que a vida seja sempre próspera.
Todos nós somos chamados a uma vida de comunhão com Deus, porém poucos conseguem evoluir
para esse nível de comunhão. Geralmente ficam numa relação superficial.
Deus passa a ser algo para nos servir, satisfazer nossas vontades.
Conseguimos então silenciar nossa consciência projetando nosso Eu/Ego em
Deus. No fundo, estamos num nível bastante primário de conhecimento de
Deus. Diria que nem chegamos a conhecer Deus realmente. Nossa prática
cristã não passa de uma projeção do nosso Eu/Ego, que nos leva a fabricar um "Deus" para atender nossas vontades que não nos questiona, não nos leva a crescer, a amadurecer como cristãos. Um Deus que não nos corrige, não é Deus, é um ídolo. Este
surge como consequência de um dos erros mais comuns cometidos por nós,
cristãos, que é colocar toda nossa vontade a serviço de um deus
nosso. Assim, enganamo-nos e adormecemos nossa consciência em sono profundo e vivemos com a ilusão de que estamos fazendo a coisa certa.
OBS. Como disse a amiga Zú: "Texto cheio de pitácos meus...". Agradecimentos a Zulede pelas interferências.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Soneto da Barra
Barra fria,
tua tarde sombria.
Na sexta-feira 13
se anuncia.
Enche meu olhar de melancolia
Teu rosto branco,
no céu se descrevia.
pelágia da alma
Barra, se esbarra
em minha barra
Desgata os resquícios de minha essência
Ao sabor da maré
Mar que vier
furioso, envolvente, silente
Barra da Tijuca, sexta-feira 13 de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Tempo de Esquecer
Normalmente esquecemos de coisas, fatos corriqueiros,
desagradáveis do dia a dia. Esquecer um amontoado de lixo que nos deparamos
durante o dia é algo trivial e necessário. Aprendemos desde cedo, que é
importante esquecer coisas que foram ruins para nós e que nosso bem estar
depende de esquecer tais coisas. Porém, e quando nosso bem estar depende de
esquecer coisas boas? Parece contraditório, mas chega o tempo em que esquecer o que foi bom é tão importante como esquecer o
que nos fez mal. Então gera-se um conflito, pois nosso corpo, nossa memória,
nosso emocional, já estavam acostumados com tais lembranças. Nossa Alma se
nutria e desejava por esses momentos felizes.
Agora estas
lembranças passa a ser nosso purgatório. Como remover algo de nós que nos fez
tão bem? Que foi tão bom? Algo que fez tão feliz? Como tanta felicidade pode
o de uma hora para outra passar a ser
nosso inferno?
Remover esses momentos bons de nossa alma, é como separar o
Ouro 18K, o ouro do cobre. Só se faz com altas temperaturas, altos sofrimentos. É como arrancar uma
árvore já frondosa com suas raízes. Raízes que já penetraram profundamente. É
como rasgar o coração com as próprias mãos para que a essência do mais doce
perfume evapore e para sempre desapareça. É se consumir em chamas, para que das
cinzas possa renascer como a Fênix.
Esquecer momentos felizes para poder sobreviver, és o grande
paradoxo. Infelizmente, chegamos ao cume de algo que parece absurdo, esquecer
os momentos felizes para poder viver.
Então se já temos a cota de coisas ruins e precisamos
remover o que de bom existia em nós, lançamos nossa alma na mais profunda e
tenebrosa escuridão.
É um exercício doloroso de morte, para depois ressurgir algo
que não sabemos ao certo o que será e quando será.
19 de
Maio de 2012
domingo, 3 de junho de 2012
A Rainha e o rei
O número um me traz,
uma porta na beira do cais.
Uma porta, numa porta atrás.
O três é de paus,
o rei esta morto
e a Rainha superficial.
O três é de paus,
o rei é de ouro,
e a Rainha, atrás dos tolos.
O rei é de paus,
a Rainha é de Ouro,
ouro de tolo...
uma porta na beira do cais.
Uma porta, numa porta atrás.
O três é de paus,
o rei esta morto
e a Rainha superficial.
O três é de paus,
o rei é de ouro,
e a Rainha, atrás dos tolos.
O rei é de paus,
a Rainha é de Ouro,
ouro de tolo...
Tempo a Tempo
Tempo a Tempo.
Tempo perdido.
Tempo encolhido,
transformado em
fumaça.
Num simples,
toque de mágica,
toque de mágoa,
que macula a
alma
Tempo perdido.
Tempo encolhido,
transformado em
fumaça.
Num simples,
toque de mágica,
toque de mágoa,
que macula a
alma
domingo, 22 de abril de 2012
Depressão
Perambulas pelas ruas,
sem rumo, sem direção.
Teu quarto é a prisão profunda,
povoada de alucinações.
Fantasmas se divertem,
zombam de tua emoção.
Do passado, do presente,
emergem com prontidão.
E bebem teu sangue em taças,
com grande satisfação.
Tua súplica vacilante,
não tem eco, não tem noção.
Em vão se busca ajuda,
e não tem consolação.
Sozinho na noite escura,
caminhas por obrigação,
sem contenda e a perigo,
rumo a tua destruição.
O inferno é a mais valia,
é o ponto de culminação.
Teu céu é a desgraça,
lugar de sublimação.
A espada da vitória,
cravada na pedra do
teu coração,
Impede o prumo, a glória,
a tua realização.
A química que tu ingeres,
é o veneno que te catequisa,
te obriga, faz divisão.
Por um lado te exaltisa,
por outro robotização.
Segues no mundo
como um trapo,
sem rumo, sem laço,
até o dia da redenção.
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