quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Balanço
Fonte: http://goo.gl/ey3DDX
Lamentos da bulandeira
que veste o sujo das águas
que correm ao mar.
No balanço tropo das águas
que o Rio traz (riu, traz),
faz das suas pequenas
cenas, cavalo de Ás.
Brotam pequena
é um velho poema
que dificilmente cai,
nas bocas, môcas
do rapaz.
Delírio demais,
sossego, paz,
mais que demais,
sossego, Paz.
Que balanço faz
suave e devagais.
sábado, 9 de novembro de 2013
Finados

fonte: http://goo.gl/IG6xpn
Toda passagem é algo que provoca receio. O novo assusta. A decisão de qual curso escolher na Universidade, a escolha da profissão. A escolha da companheira(o). A decisão de casar, de viver juntos, etc.
O nascimento é um grande estresse e doloroso embora não tenhamos consciência disso. Quando tomamos consciência do mundo, esse momento há muito ficou para trás.
A morte assim como o nascimento é uma passagem estressante. Principalmente por que nos acostumamos muito com esse mundo ao ponto de não querer abandoná-lo. Porém, essa morte não podemos evitar e ao mesmo tempo não nos preparamos para ela. Qualquer comparação com a vida após a morte, esta longe de se aproximar do que isso significa. Por vezes, fazemos comparações a partir de nossos sentidos. Hora, se esses são frágeis, contingentes e que aqui mesmo podemos perdê-los assim como outras pessoas que já nasceram desprovidos deles, como então transpôs-los para uma vida após a morte?
Certo que se quisermos entender a vida após a morte, não devemos comparar com nossa vida aqui na terra. Talvez assim possamos entender um pouco o que significa esta morto.
Dessa forma, hoje dia de finados, é dia de lembrar e cultuar aqueles que compartilhamos nossa vida e que do seu jeito deixou saudades.
Se pensarmos em termos de energia, podemos dizer que eles continuam conosco, de uma forma velada, oculta e que não podemos perceber. Certo mesmo é que neste dia, cabe a nós o respeito a eles que se foram, cabe o carinho, o agradecimento e um sentimento profundo e bom, para torná-los presente e para que possamos seguir nosso caminho.
Há que se desapegar.
Há que se deixar partir em Paz.
Há de se libertar.
Há de se respeitar.
Há de se lembrar,
certos que a bondade e o Amor que aqui se planta, jamais morre. Se perpetua nas gerações futuras numa contribuição para um mundo melhor.
sábado, 19 de outubro de 2013
Ensejo
Fonte:http://goo.gl/jZVICD
Segue o Amor no seu cerne
infuso e impávido, isento
de coação.
Ébrio das emoções
ressurgentes.
Digno da voluta tua,
Nua das mais crua
acepção de teu capitel
jônico.
Pois quero ser livre
do Amor que em mim
surgiu e com meios
ardis me idolátra e
metediço amabilis.
Sei que quero seu
quinhão, fado
desmaldado de intenções
tropo do saber viver.
Há um bem querer do
querer.
Sem mais lógicas poeticas
metáforas, simbologias
diretas ou inigmáticas
ou ilógicas.
Quero te nua e real
na mais convergente
calibração, siso de
nosso espavento.
E no mais, tenciono-no-mos
mais cada vez mais num visgo
preemente e absorto
de nosso Ser.
sábado, 12 de outubro de 2013
Devaneio
fonte: http://goo.gl/rSjYU2
Vive-se o sonho
No medo de acordar
No seio a amamentar
No balanço de ninar
Vive-se o sonho
No transponível,
intransponível viver.
Vive-se o sonho
com a alma
essência do viver,
desrobotizando a
vida robotizada.
No olhar lançado
ao Universo,
com a infinitude
do sonhar.
No simples olhar
de uma criança.
Na sublimidade
de seu ser.
domingo, 8 de setembro de 2013
Cidade Sorriso
fonte: http://goo.gl/blq5YS
Ó cidade tão bela
de mares e coqueirás,
porém bastante judiada
pelo capitão, pelo capataz.
Teu semblante relembra
um passado de glória.
Teus filhos mais caros
cravaram em tuas paisagens
fizeram, tua história.
Há resquícios em tuas obras
de um salutar amor civil,
essência dissipada pelo tempo
que se fez tímida,
que se esconde, sutil.
Engana-se todos
numa doce ilusão
que dias melhores virão
sem luta, sem consternação.
Cidade Sorriso,
Paraíso das águas,
Tua beleza se vê
desgastada,
cansada de sangue sugas
nômades vis.
Ó cidade tão bela
e dos Marechais,
teu passado te engrandece
teu presente te trai.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Lua...Lua...Lua
A lua, que nesta noite
revela mais uma vez seu esplendorde Amor.
em que corpos se irradiam
Por instantes momentâneos
ínfimos,
profundo, onde dois se faz Um
domingo, 5 de maio de 2013
Eita

fonte: http://goo.gl/QUE6h
Ei de perseguida for
pelas ondas que hoje eu sei
pelas ruas que andei
e dei por mortas minhas
vãs perturbações.
De mostras que não são
vem por versos e canções
transcritas em tailandês
pronunciadas em português
pensadas em japonês.
Já veis, que não três
mas em si, pois tu fez
a mais gaudua, água.
E por fim, e por nexo
sem côncavo e convexo
desmelindre os meus versos
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