sexta-feira, 7 de março de 2014

Aludir


                                                           fonte: http://goo.gl/7mpKjp
Um dia, passos lentos
e meus pensamentos
são com uma flor...

A pele, o cheiro e o tempo
se comovem
com um beijo teu...

E a pura arte da Vida
é aplacar as feridas
que os caminhos deu...

quarta-feira, 5 de março de 2014

Quimeras


                                            fonte: http://goo.gl/EC9DZz
Vê a lua cheia
entre sonhos
emoldurada.
O Amor tece velos,
seios que fortalece
o presente e o
passado.
O Vôo de tua alma
ausente é a dor
presente do parto.
É a felicidade velada
nesse desvelo.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Vestido


                                                   fonte: http://goo.gl/OsqgTp


Na noite daquelas.
Dos apelos febris.
Cais em si e não a mim teu sereno brio de Giz.
E que se cubram tuas silhuetas, doces brocados, bordados de vida.
Regas em parte a semente de futuros.
Distribuídos em partes flamadas.
Teu ser se reparte e fecunda o mundo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Balanço



























                                Fonte: http://goo.gl/ey3DDX

Lamentos da bulandeira
que veste o sujo das águas
que correm ao mar.

No balanço tropo das águas
que o Rio traz (riu, traz),
faz das suas pequenas
cenas, cavalo de Ás.

Brotam pequena
é um velho poema
que dificilmente cai,
nas bocas, môcas
do rapaz.

Delírio demais,
sossego, paz,
mais que demais,
sossego, Paz.

Que balanço faz
suave e devagais.

sábado, 9 de novembro de 2013

Finados



                                  fonte: http://goo.gl/IG6xpn

Toda passagem é algo que provoca receio. O novo assusta. A decisão de qual curso escolher na Universidade, a escolha da profissão. A escolha da companheira(o). A decisão de casar, de viver juntos, etc.
O nascimento é um grande estresse e doloroso embora não tenhamos consciência disso. Quando tomamos consciência do mundo, esse momento há muito ficou para trás.
A morte assim como o nascimento é uma passagem estressante. Principalmente por que nos acostumamos muito com esse mundo ao ponto de não querer abandoná-lo. Porém, essa morte não podemos evitar e ao mesmo tempo não nos preparamos para ela. Qualquer comparação com a vida após a morte, esta longe de se aproximar do que isso significa. Por vezes, fazemos comparações a partir de nossos sentidos. Hora, se esses são frágeis, contingentes e que aqui mesmo podemos perdê-los assim como outras pessoas que já nasceram desprovidos deles, como então transpôs-los para uma vida após a morte?
Certo que se quisermos entender a vida após a morte, não devemos comparar com nossa vida aqui na terra. Talvez assim possamos entender um pouco o que significa esta morto.
Dessa forma, hoje dia de finados, é dia de lembrar e cultuar aqueles que compartilhamos nossa vida e que do seu jeito deixou saudades.
Se pensarmos em termos de energia, podemos dizer que eles continuam conosco, de uma forma velada, oculta e que não podemos perceber. Certo mesmo é que neste dia, cabe a nós o respeito a eles que se foram, cabe o carinho, o agradecimento e um sentimento profundo e bom, para torná-los presente e para que possamos seguir nosso caminho.
Há que se desapegar.
Há que se deixar partir em Paz.
Há de se libertar.
Há de se respeitar.
Há de se lembrar,
certos que a bondade e o Amor que aqui se planta, jamais morre. Se perpetua nas gerações futuras numa contribuição para um mundo melhor.

sábado, 19 de outubro de 2013

Ensejo


http://espalheamor.files.wordpress.com/2012/03/poemas-soneto-do-amor-total-vinicius-de-moraes.jpg

                Fonte:http://goo.gl/jZVICD

Segue o Amor no seu cerne
infuso e impávido, isento
de coação.
Ébrio das emoções
ressurgentes.
Digno da voluta tua,
Nua das mais crua
acepção de teu capitel
jônico.
Pois quero ser livre
do Amor que em mim
surgiu e com meios
ardis me idolátra e
metediço amabilis.
Sei que quero seu
quinhão, fado
desmaldado de intenções
tropo do saber viver.
Há um bem querer do
querer.
Sem mais lógicas poeticas
metáforas, simbologias
diretas ou inigmáticas
ou ilógicas.
Quero te nua e real
na mais convergente
calibração, siso de
nosso espavento.
E no mais, tenciono-no-mos
mais cada vez mais num visgo
preemente e absorto
de nosso Ser.

sábado, 12 de outubro de 2013

Devaneio



                 fonte: http://goo.gl/rSjYU2

Vive-se o sonho
No medo de acordar
No seio a amamentar
No balanço de ninar

Vive-se o sonho
No transponível,
intransponível viver.

Vive-se o sonho
com a alma
essência do viver,
desrobotizando a
vida robotizada.

No olhar lançado
ao Universo,
com a infinitude
do sonhar.

No simples olhar
de uma criança.
Na sublimidade
de seu ser.