sexta-feira, 24 de junho de 2016

São Jorge


Do cheiro verde do mato,
emerge a aldeia no meio do cerrado.
De solo a solo desgastado.
De cheiro no ar empoeirado.
De vida singela e aldeanesca.
De rito mais belo em verdes belezas.
De águas gélidas a te circundar.
De calor humano a nos aninhar.
De contato vivo com a mãe natureza.
De elos profundos a nos remir com certeza
De presença profunda e silenciosa
É um humano mistério
que em mim toca


Jonas Silva
São Jorge, Alto paraíso de Goiás, 21 de junho de 2016
editado em 16 de set 2022

terça-feira, 9 de junho de 2015

Elos


                                                        

O Elo que a vida traz.
Traz um Elo à Vida.
O Elo que a vida traz.
Atrás do Elo da Vida.
Suprida da Vida,
suprimida.
Surtida de Elos a Vida.
De Elos na Vida dividida.
O Elo que a Vida traz.
Faz de Elos a Vida.
O Elo que se desfaz,
perdidos Elos na Vida
editado em 16 set 2022

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Passos


 Passos lentos, sem pressa de chegar.
O espírito vagueia em meio
aos pensamentos vãos.   


editado em 16 set 2022

Blindada



                                                         
Segue teu caminho
blindada em tuas convicções,
como um baú no porão.

Estação das flores,
não há botões.

Finge-te sossegada
mas as raízes
carecem de água.

Editado em 16 set 2022

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sexta Santa


                                           

Cai a noite sobre a alma
e o salão jaz vazio.
Ecos do passado ressoam.
Desejo de vida, lembranças vívidas.

Demônios povoam e fazem festa.
Abandono Supremo, segue-se
o curso da transformação.

Amargo é o gole dessa essência.
E as virtudes permanecem,
mas não vêm a tona.

Cai a tarde e arde
dolorosamente o peso do mundo.
Não há consolo e nem companhia.
Há apenas, uma noite vazia.
Um desespero profundo, supremo,
contínuo.

Explode mil flagelos e destroem-se
sete mil elos.
E o gosto amargo na boca prossegue.

E a vida se desfaz lentamente
em gotas preciosas que gotejam
pelo chão, sedento de teu Eu.
Esfomeado e egoisticamente lutam
pela tua seiva.

É neste momento que sintonizas
com o Universo e já se faz
quase ele em sua totalidade.

Nossas mazelas é uma súplica
a união inefável.
Um mergulho profundo ao
abismo do teu ser.

Editado em 16 set 2022

quinta-feira, 26 de março de 2015

Noite


                                                         


Uma noite tão bela
Uma noite feliz
A mensagem mais Bela,
é o tempo quem diz

editado em 16 set 2022

Poema do Catete



Um canto silente, envolvente emerge
de tuas estruturas.
Presente  saúda o passado na sua 
maestria.
Belas formas, testemunhas
da História.
E um parque no qual vaga os espíritos
que te enobrece.
Derramas sobre nós o perfume de
tua mística.
Eleva nossos espíritos ao teu coliseu.
Confrontas o presente com o passado,
passado tão destroçado.

Editado em 16 set 2022