segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Amigos ETFAL




Símbolo de alegria.
De elos firmes todo dia.
De liberdade e ousadia.
A chave da vida ardia
em nosso peito sedentos
de fantasia.

Os desafios da ciência a frente.
Os encalços da família
que nos impelia.

Da seiva que em nossos
corpos corria.
De beber a vida num gole
de cerveja fria.

E lembranças que nos
perseguem e não
desfaz dessa harmonia.

É que seguiremos frente
ao destino que se anuncia.
postado em 01 Ago 2016
editado em 16 Set 20211

Roteiro



                                                       

Há um beijo no ar
vestido de fantasia.

Há uma louca de dia
despida de harmonia.

Há um ar de desejo,
um vento fresco no rosto.
Um grave, quase total
visgo, lido, lindo.

Mas, mais do que tudo,
há um mudo, mundo
de cogitações.
postado em 01 Ago 2016
editado em 16 set 2022

sexta-feira, 24 de junho de 2016

São Jorge


Do cheiro verde do mato,
emerge a aldeia no meio do cerrado.
De solo a solo desgastado.
De cheiro no ar empoeirado.
De vida singela e aldeanesca.
De rito mais belo em verdes belezas.
De águas gélidas a te circundar.
De calor humano a nos aninhar.
De contato vivo com a mãe natureza.
De elos profundos a nos remir com certeza
De presença profunda e silenciosa
É um humano mistério
que em mim toca


Jonas Silva
São Jorge, Alto paraíso de Goiás, 21 de junho de 2016
editado em 16 de set 2022

terça-feira, 9 de junho de 2015

Elos


                                                        

O Elo que a vida traz.
Traz um Elo à Vida.
O Elo que a vida traz.
Atrás do Elo da Vida.
Suprida da Vida,
suprimida.
Surtida de Elos a Vida.
De Elos na Vida dividida.
O Elo que a Vida traz.
Faz de Elos a Vida.
O Elo que se desfaz,
perdidos Elos na Vida
editado em 16 set 2022

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Passos


 Passos lentos, sem pressa de chegar.
O espírito vagueia em meio
aos pensamentos vãos.   


editado em 16 set 2022

Blindada



                                                         
Segue teu caminho
blindada em tuas convicções,
como um baú no porão.

Estação das flores,
não há botões.

Finge-te sossegada
mas as raízes
carecem de água.

Editado em 16 set 2022

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sexta Santa


                                           

Cai a noite sobre a alma
e o salão jaz vazio.
Ecos do passado ressoam.
Desejo de vida, lembranças vívidas.

Demônios povoam e fazem festa.
Abandono Supremo, segue-se
o curso da transformação.

Amargo é o gole dessa essência.
E as virtudes permanecem,
mas não vêm a tona.

Cai a tarde e arde
dolorosamente o peso do mundo.
Não há consolo e nem companhia.
Há apenas, uma noite vazia.
Um desespero profundo, supremo,
contínuo.

Explode mil flagelos e destroem-se
sete mil elos.
E o gosto amargo na boca prossegue.

E a vida se desfaz lentamente
em gotas preciosas que gotejam
pelo chão, sedento de teu Eu.
Esfomeado e egoisticamente lutam
pela tua seiva.

É neste momento que sintonizas
com o Universo e já se faz
quase ele em sua totalidade.

Nossas mazelas é uma súplica
a união inefável.
Um mergulho profundo ao
abismo do teu ser.

Editado em 16 set 2022